Podas e Rolagens – Como Torturar e Deformar uma Árvore: Monção

Este é o primeiro de uma série de três textos que publicarei sobre estas práticas absurdas. Os concelhos que vou referir, Monção, Vila Nova de Cerveira e Valença, são apenas três exemplos, num universo de centenas de autarquias apostadas em destruir o seu património, ao mesmo tempo que promovem a deseducação das suas populações.

A ideia inicial era escrever um único texto sobre estes concelhos, mas o número de imagens e de situações tornou-se tão grande que era impossível dar uma ideia do que se passa apenas num artigo.

Assumo que posso estar a ser injusto ao escolher estes três concelhos entre tantos outros (outros exemplos na Região Minhota são Braga e Vila Verde), mas estes representam apenas um exemplo da barbárie que assola todo o país (vejam-se os últimos textos sobre Sintra).

Aparentemente, o aspecto da maioria das árvores aqui retratadas provém de uma moda francesa, que mais não faz do que deformar as árvores como se fossem bonsais gigantes. Tudo isto feito ao (mau) gosto de quem teria a responsabilidade por zelar pelo bem-estar destes seres e das pessoas que por eles passam.

Escolhi começar por Monção, pois pareceu-me o caso menos dramático, embora, obviamente, continue a merecer nota negativa. Embora muito mal tratadas durante vários anos, parece que estas árvores foram deixadas em paz nos últimos tempos, como se pode ver pelo crescimento dos novos ramos, patente nas três primeiras fotografias (à esquerda). No entanto, é notória a deformação com que estas árvores se vêm obrigadas a crescer. A terceira fotografia mostra os maltratados plátanos do Campo da Feira, à semelhança do que acontece no concelho vizinho de Valença, embora neste último caso se continue a verificar a sistemática deformação daqueles exemplares, através de rolagens periódicas.

Infelizmente, em Monção também continuam as podas estranhas e de duvidoso gosto, por exemplo na Praça Deu-la-deu, mesmo no centro da vila, como se vê na última fotografia (à direita).

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